
_Você já dançou com o demônio sob a luz do luar? - perguntou o Coringa (o do Jack Nicholson) ao Batman, no filme de 1989.
_ Não (e nem quero). Mas já dancei com um anjo em uma noite de lua cheia.
Um pouco de reflexão, um pouco de sociologia, um pouco de psicologia, um pouco de tudo... Depende do que vier à cabeça quando o sono bate.
Fifa alerta que falta tudo ao Brasil para Copa de 2014Resumindo: o presidente bravateiro certamente teria que voltar nadando, mas isso é só mais uma bravata dele. Na hora de prometer, o PT é muito bom. Já na hora de realizar... Pense nisso quando for votar.
Entidade deixou claro que passará a pressionar o País para que erros do Mundial da África não se repitam - 12/07/2010
Jamil Chade - Enviado Especial - O Estado de S. Paulo
Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil, a Fifa alerta que falta tudo ainda no País para organizar o Mundial em quatro anos. A entidade deixou claro que, com o fim da Copa de 2010, passará a pressionar o Brasil para acelerar as obras para o Mundial. Muitas das promessas sequer saíram ainda do papel, para o desespero da Fifa.
Ontem, questionado se existiam problemas do Brasil para a Copa, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu que sim. “Temos alguns problemas sim”, disse. A lista do cartola, na realidade, é longa e complexa. “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis”, disse Valcke.
Em resumo, o recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição de onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infra-estrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras. Um membro do Comitê Executivo da Fifa admitiu ao Estado que, se o Brasil não tivesse concorrido sozinho para sediar a Copa, não teria levado diante da falta de planejamento.
Para a Copa de 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais preparados que o Brasil. Nos bastidores, o Brasil vem sendo considerado pela Fifa como um país tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa. Antes do início do Mundial, o presidente da entidade, Joseph Blatter, chegou a apontar que “o Brasil não era um paraíso”, em um sinal de insatisfação com a forma de lidar com a Copa pelos cartolas e governos.
Em maio, Valcke já havia alertado que os trabalhos no Brasil estavam “impressionantemente atrasados”. Sua avaliação é de que o atraso chegava a dois anos. Na quinta-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que essa não era mais a situação do Brasil e que as obras estavam já em andamento. Mas alertou para a situação dos aeroportos.
Na sexta-feira, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacar quem duvidasse do Brasil. Para ele, era “descabido” questionar se o Brasil estaria pronto para a Copa, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos. Lula chegou a se irritar com o questionamento. “Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado”, disse.
Valcke, que terá de tomar decisões sobre estádios e sobre o formato da competição no Brasil, admite que o trabalho não será pequeno. “Vamos trabalhar em todos esses assuntos”, garantiu. O A Fifa havia prometido que falaria de 2014 após o final da Copa de 2010. Mas, ontem, um dia após a final da Copa, o sentimento ainda era de que não se deveria tratar do assunto diante do grande número de polêmicas. A Fifa estava decidida a não permitir que jornalistas brasileiros tomassem a conferência para falar de 2014. Vários jornalistas do País que pediram a palavra simplesmente não foram atendidos.
Blatter admitiu que fará uma visita até o final do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, CBF e o governo não é das melhores. Lula desistiu de assistir a final da Copa, o que foi considerado como um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014.
Tradicionalmente, o presidente do próximo país sede é o convidado de honra da final da Copa. Ontem, na sala vip do estádio, o lugar de Lula ficou vazio.
“Lula superou Chávez e transformou-se na pior ameaça à democracia no continente.” (aqui)Engano...
Para meus amigos reais, onde quer que estejam (São Paulo, Teresina, Taiwan, etc.): Feliz Dia do Amigo!O que é um amigo à distância? É um amigo pior? Uma amizade menor? Permita-me perguntar de outra forma: o que é um amigo distante? Ficou mais difícil de responder, não é?
A lista dos presentes mais cotados para o Dia dos Namorados faz a alegria do Leão. Isso porque, na hora de comprá-los, os apaixonados esquecem que em um simples buquê de flores ou mesmo nos tradicionais bombons há incidência de tributos.Em seguida mostra a tabela elaborada pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) com o percentual de impostos em vários produtos.
Um perfume importado, por exemplo, carrega 78,43% de tributos. Considerando a média de preço de R$ 150, cerca de R$ 117 são destinados à carga tributária.
Já quem quiser presentear com um perfume nacional terá de arcar com 69,13% de tributos.Dependendo do produto escolhido, a carga tributária pode ser maior ou menor. Um aparelho de MP3, por exemplo, tem 49,45% de impostos embutidos, contra 17,71% das flores e 15,52% dos livros.
A Genealogia do BrasilAchei interessante a professora contar a fuga como vantagem. Eu também já passei por isso. Os professores contavam a história do Brasil cheios de ufanismo e eu me envergonhava dela (salvo em raríssimos momentos).
Voltando na linha do tempo, sempre é possível buscar a gênese de uma nação em um evento histórico de grande importância. Este evento invariavelmente caracteriza-se por um momento de superação, o salto de uma fase menor para uma fase de grandeur. É uma oportunidade para a nação se livrar de resquícios indesejados do passado para entrar numa nova era. Os Estados Unidos nasceram da proclamação da independência e da subsequente sangrenta guerra contra a poderosa Inglaterra; esta surgiu de fato na Revolução Gloriosa de 1666, a primeira revolução burguesa da História. Do outro lado da Mancha, a República Francesa foi fundada na Revolução Francesa, mas já é possível traçar sua concepção desde Carlos Magno. A Confederação Helvética teria surgido na revolução inflamada por William Tell; A Argentina teve San Martin, e, nessa lógica, é possível mencionar mais dezenas de países.
O Brasil é um caso a parte. O Descobrimento do Brasil em 1500 não é sua gênese; passaram-se 30 anos até que alguém deu alguma atenção ao lugar. O verdadeiro evento que levou a criação da nação brasileira é a Fuga da Família Real. A Independência não mudou nada, ao contrário da Fuga da Família Real, que obrigou os portugueses a vir para cá, na marra. Não fosse a chegada de Dom João em terras tupiniquins, não haveria a Independência mais fácil da História, 14 anos depois, nem as principais estruturas que originaram nosso país. A propósito, quando da sua independência, o Brasil foi o único país americano a tornar-se monarquia, e tanto no surgimento da Independência quanto no da República foi disparado um tiro sequer. Foram ambos eventos de coaptação, de criação de cargos públicos, de manutenção em forma de mudança. Aparentemente, em 1822 já existiam partidários do PMDB.
Enquanto a genealogia das nações é feita de lendas, atos heróicos, tratados diplomáticos, sublevação dos oprimidos, guerras internas, externas, partidárias e religiosas, a do Brasil pode ser resumida num ato, o da fuga – que não é a coisa mais dignificante a se fazer. Lembro de uma professora de História, ainda no colégio, orgulhosamente contando como nós, brasileiros (esqueceu-se ela que Dom João era português) havíamos habilmente conseguido enganar Napoleão ao fugir das tropas francesas. Como se correr apavorado como se não houvesse amanhã, deixando tudo para trás, fosse enganar alguém. Quem não podia pagar a viagem, ficou. Vieram só os cooptados pelo sistema português. Que belo método de seleção natural ao inverso criou Napoleão, inadvertidamente.
A lista de países e reinos que se engajaram militarmente contra le petit corporal apenas deixa essa façanha lusitana ainda mais humilhante: Espanha, Inglaterra, Itália, Sicília, Áustria, Rússia, Prússia, Saxônia, Reino Unido da Holanda, Piemonte e Hanover, para não mencionar a poderosíssima Brunswick, que se eu tivesse encontrado no google, saberia que tem um povo tão feroz que fez Napoleão dormir na pia, ou pelo menos é isso que gosto de pensar. A Suécia abandonou a neutralidade e mandou vir. Até o Vaticano lutou contra a França napoleônica, e isso deve ter sido engraçado.
Foi esse pessoal valente e cheio de vontade de vencer que aportou no Rio de Janeiro para fundar a nação brasileira. Então não sejamos muito exigentes com nossos políticos, pessoal. Não dá para esperar grande coisa.

Poema que morre na praia
(escrito em 24 de julho de 1999)
Poema que morre na praia é assim:
Tem um ótimo começo
E um péssimo fim.
Meus amores morrem na praia.
para Aridni Aruom, a partir de um haikai de Milford MaiaUm exílio me impõem