14 março 2008

Traição

Acabo de jogar fora dois textos prontos, por não gostar. Pior do que isso, eu não concordava com nenhum deles. Comecei com uma idéia e o raciocínio desenvolvido provou algo com que não concordo.

Odeio esses dias. Após vários dias sem inspiração, sem conseguir captar as idéias no ar, hoje elas me pregam essa peça: estão todas com a polaridade invertida.


A inspiração é algo um tanto irônico. Tem dias em que acordo no meio da noite e escrevo um texto inteiro. No dia seguinte, para publicar, basta corrigir alguns erros de português e tentar decifrar aquela palavra que o sono deixou meio mal desenhada no fim da página.


Já tive dias em que precisava parar de escrever porque, bem, era tarde e eu precisava dormir. Já desci do ônibus antes do ponto correto porque precisava de um papel e uma caneta e ninguém tinha, e corri a uma papelaria.


Já escrevi um texto completo no verso do caderno de provas de um vestibular (mesmo sabendo que jamais poderia levá-lo pra casa), só pra não deixar a idéia sem registro. (A propósito, perdi tempo na resolução da prova pra fazer isso, mas fui aprovado).


Mas também já rabisquei “palavras-chaves” no papel para depois desenvolver o texto e no outro dia não me lembrava. Uma dessas vezes eu juro que tinha um tratado internacional prontinho pra garantir a paz no Oriente Médio. (Bem, talvez não tanto...)


Já fiquei dias e dias sem conseguir escrever uma letra. Já tive branco na hora de expressar uma idéia, já usei palavras erradas, já fiquei sem palavras. Já coloquei uma palavra em francês porque não lembrava a tradução, já fiquei calado porque não queria dar minha opinião.


Mas hoje foi a primeira vez que elas me traíram. Fizeram-me escrever coisas com a quais não concordo, puxaram meu raciocínio para o lado oposto e tentaram me confundir a mente. Pois bem, foram pro lixo!

21 fevereiro 2008

Ex-pressões Pô Pulares - Pérolas

Esse texto tenho que publicar. Um pouco de humor faz bem... Veja as expressões abaixo. Conhece outras?

Ex-pressões Pô Pulares - Pérolas


Existem algumas expressões transformadas pela "sabedoria" popular que ficam muito, muito mais engraçadas que os termos originais.
  • Libras estrelinhas: chamar a moeda britânica de esterlina não tem o menor charme, sejamos honestos. Estrelinhas deixam o dinheiro bem mais meigo.
  • Chuva de granito: cubra sua casa hoje mesmo com chapas de aço! Porque, se a chuva deixar de trazer granizo para lançar pedras duras do céu, estamos lascados.
  • Trocar o fuzil: quando a luz apaga em toda a residência, pode ser um fusível queimado, e é só arrumar um novo. Mas se tem gente que prefere colocar armas de fogo no jogo, fique atento.
  • Larva de vulcão: É uma expressão divertida, mas bem nojenta de imaginar. Em vez de vulcão expelir lava, ele soltaria vermes para todo lado. Credo!
  • Casa germinada: Olhando para sobrados vizinhos, ninguém diria que eles nasceram de uma semente. Sim, porque é desse jeito que alguns chamam as casas geminadas, não é?
  • Poção de fritas: Está certo, algumas pessoas fazem mágica na cozinha. Mas nós queremos conhecer esse mestre-cuca que prepara uma porção de batata frita na base da feitiçaria.
  • Nervo asiático: Que dor no ciático, que nada! Os nervos deviam mesmo ser denominados segundo sua posição geográfica. “Torceu o pé? Xiii, vai doer o nervo antártico”.
  • Assustar o cheque: É um clássico, não? Quem liga para sustar as folhas do talão? Nós queremos é preparar um “bu!” e pregar sustos em todos eles - até serem cancelados pelo pavor.
  • Estado de goma: Saber de um doente que ficou em estado de coma não é engraçado, claro. Já ouvir que o sujeito quase virou bala é uma tentação para o riso. Desculpe, mas é.
  • Vento encarnado: Levar uma rajada de vento encanado pode causar um resfriado. Mas, muito cuidado! Se o vento também vier possuído por um espírito, será bem pior!

12 fevereiro 2008

“Eu te amo” às vezes machuca

A vida muitas vezes é tão surreal!

(Mal publiquei um texto sobre mensagens de celular e vou colocar outro.)

Após várias mensagens carinhosas, entre elas:
Scott, te adoro!
(Errou meu nome, mas tudo bem... Geralmente as pessoas erram mesmo.)

Recebo a seguinte:
Scott se tudo der certo aqui vou tentar ir agora a noite colocar suas fotos tah? TENTAR! Hehe bjo! Te amu! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fotos? Quais fotos? Ela estava falando com o Scotch errado... Seria cômico se não fosse trágico.

10 fevereiro 2008

Casais imaturos

Ano passado mandei uma mensagem pra uma pessoa no Orkut (sim, eu tinha perfil no Orkut). Simples, dizia somente “sonhei contigo na noite passada”. Não dizia ter sido sonho erótico nem nada perto disso (até por falta de motivos). Poderia ter sido até um sonho premonitório, quem sabe? O namorado dela me esculhambou, fez ela me tirar da lista de amigos e me adicionar na lista de “ignorados”.

Eu tinha pouco contato com ela. Poderia mesmo representar uma ameaça à estabilidade do casal?

Ainda em 2007, mandei uma mensagem para o celular de outra amiga, perguntando quando ela viria para minha cidade e terminava com “saudades”. Não tinha “eu te amo”, não dizia “saudades do teu beijo” nem nada assim, até porque não havia motivo. O inseguro namoradinho dela (os homens às vezes são tão imaturos) ligou de volta, me esculhambou (estou me acostumando com isso) e ela me pediu para nunca mais ligar ou passar mensagens (“ordenou” seria a palavra correta, se ela pudesse mandar em mim).

Não sei como eu poderia ameaçar o casal, morando em outra cidade e vendo a Marianna (nomes alterados para manter o anonimato) no máximo três vezes por ano...

Mas eu não aprendo mesmo. Dia 30 de janeiro foi aniversário dela e mandei a seguinte mensagem atrasada:
Marianna, meus parabéns atrasados. Lembrei no dia mas estava sem crédito. Felicidades! Scotch (vizinho)
Oh! Pra quê? Quer a resposta? Dia 7 de fevereiro (ela ficou um tempão ensaiando a resposta...)
Vi tua msg. Mas p evita problema ñ me manda mais msg pq vc ja me causo problema antes mandando msg. Marianna
Às vezes a gente tem carinho por uma pessoa sem querer nada em troca, sem segundas intenções. Era o caso. Percebi que ela estava cometendo um erro, se deixando dominar por um carinha inseguro que no futuro, provavelmente, ia bater nela se sonhasse que ela sorriu pra alguém. Tentei avisar:
Nem se preocupe. Você escolhe quem são seus amigos e como age com eles. Aquela e essa são as últimas. Um dia você vai perceber o erro de cortar amigos por amores. Fica com Deus.
Mas tem gente que não vê o erro que está cometendo nem se um aviso neon vermelho piscasse na frente dos olhos.
Ñ to cometendo erro algum. Só ñ qro problemas. Tchau. Marianna
Se o que ela não quer é problemas com o namorado, a probabilidade é que os tenha no futuro. Se por causa de uma inocente mensagem de amizade ele a fez parar de falar comigo, imagina o que faz com eventuais amigos que ela tenha na cidade deles! E também o que poderá fazer quando (se) casarem...

Não sei por que os namorados se sentem tão ameaçados por tão pouco. E chega desse assunto! Escrevi demais por pessoas que não mereciam nem uma linha.

07 fevereiro 2008

Exercício de Paciência II

Novos textos
em breve...

22 janeiro 2008

Exercício de Paciência I

Tosse.
Coriza.
Febre.
Mal estar e dores no corpo.

Xarope.
Comprimido.
Chá.
Uma gripe dura sete dias.

10 janeiro 2008

A política e os porcos

Nas conversas sobre política, inevitavelmente alguém argumenta que a esta é um jogo sujo.

A afirmação de que é um jogo mesquinho e corrupto serve apenas para afastar o homem honesto da política, gerando uma apatia que perpetua o jogo sujo estabelecido.

Entretanto são esses políticos que tomarão as decisões que dizem respeito aos aspectos mais íntimos e cotidianos da nossa vida.

Nossos pais ansiaram e lutaram pela democracia e pelo direito de participação política. Deixaremos nós, apenas uma geração após, que todo o legado de luta e conquistas seja jogado no lixo, ou dizendo melhor, seja atirado aos porcos?

Se os maus tomam conta da política é por causa do silêncio dos bons. Para que o mal triunfe, basta que o bem se omita?

Se a política é suja, é porque deixamos os porcos sozinhos cuidando dela.

06 janeiro 2008

Feliz Ano Novo

Enquanto termino uns trabalhos que têm me ocupado mais que o desejável, coloco pra vocês um post do Guil, que tem o excelente blog átomo - idéias em fusão. Foi escrito por ele, mas bem que poderia ser escrito por mim...

No meu último post no BLOGuil, eu inventei uma nova seção, a Seção Exumação. Antes que alguém se assuste com o nome, trata-se de fotos de coisas dos anos 80, como a caneta Kilométrica, que inaugurou a seção, seguida de uma pequena descrição do que seria aquela coisa, para quem não sabe ou não se lembra. Eu tenho várias coisas dos anos 80 aqui em casa, e esse foi um dos motivos pelos quais eu decidi criar essa seção. O outro motivo é mais pessoal: Eu tenho muita saudade dessa época.

Eu não escondo isso de ninguém, e todo mundo sabe que eu sou fanático pelos anos 80, mas um comentário da Angelrose me fez refletir e escrever este post mais sério. Ela disse algo do tipo "tão novinhos e tão saudosos".

Realmente eu nunca tinha pensado nisso. Para quem não sabe, eu fiz 25 anos mês passado. Não me considero velho, muito pelo contrário - apesar de sempre brincar dizendo coisas do tipo "quando eu era pequeno as crianças não sabiam o que era sexo, devo estar ficando velho", talvez em uma reflexão crítica inconsciente quanto ao rumo da sociedade. Não sendo tão velho, teoricamente, eu não teria tantos motivos para sentir saudade. Qual seria a razão, então, de eu sentir saudade de simplesmente tudo o que me aconteceu em minha não-tão-distante-assim infância?

Talvez fosse aquela uma época mais feliz. Tinha a Guerra Fria e um restinho da ditadura, é verdade, mas ninguém tinha medo de sair na rua, nem de ficar em casa desempregado pelo resto da vida. Eu costumava dizer, em minha adolescência, que as últimas pessoas que tiveram infâncias felizes foram as que nasceram em 1981. As demais já pegaram uma programação cheia de sexo, violência urbana e power rangers. E quando eu digo "programação", não estamos restritos às telinhas das tevês. Quando eu era pequeno, contava nos dedos os amigos que tinham pais separados: um. Hoje em dia, se você for a qualquer reunião de pais de escolas primárias, vai achar um montão. As músicas não tinham duplo sentido - e, quando o tinham, era político, não sexual. O dinheiro já era importante, é claro, mas não era justificativa para tudo - você sabe que alguma coisa está errada quando todos os brinquedos têm a cara do Gugu.

De uma forma geral, acho que era uma época mais inocente, não porque eu era criança, mas porque toda a sociedade, de forma geral, era menos preocupada com certos vícios, e mais agarrada a certos valores. Acho que eu tinha uns 10 anos quando descobri como as pessoas faziam sexo, e levei um susto - não, eu não vi uma demonstração prática - mas, hoje em dia, com a desculpa de que "precisamos ter crianças bem informadas", qualquer menininha de quatro anos já sabe até algumas posições. Eu jogava pac-man e banco imobiliário, hoje o sobrinho de um amigo meu só quer saber de ver raios enormes e gente explodindo no Dragon Ball, tanto na tv quanto no videogame. Eu só ouvia Xuxa e Balão Mágico, e nem tinha vontade de ouvir "música de adulto". Há uns anos atrás conheci uma menina de 3 anos que sabia todas as coreografias do É O Tchan.

Eu não vou dizer aqui que tudo isso está errado. A sociedade mudou, "evoluiu". Não é errado, apenas diferente. Mas isso me entristece. Fico pensando como será quando eu tiver que criar os meus filhos, se a coisa continuar caminhando dessa maneira. E toda vez que vejo meu astronautinha do Tente na estante, ouço Kayleigh ou assisto a um replay da TV Pirata no Video Show me dá saudade. Talvez não de ser criança, mas simplesmente de ter vivido nos anos 80.
(Postado dia 09 de
abril de 2003 em http://atomo.blogspot.com/2003_04_09_atomo_archive.html)

Pois é... Um feliz ano novo pra todos vocês... Por hora ainda estou no ano velho. Meu calendário mostra 2008 mas ainda tenho várias tarefas de 2007 pra terminar, além dessa saudade de ter vivido nos anos 80.

07 dezembro 2007

Só não pode faltar dinheiro pra mim

Notícias dos jornais em 2007:
  • Governo Federal diz que sem CPMF faltará dinheiro pra saúde
  • Prefeito de cidade X (no litoral) diz que falta recursos para deixar estradas para as praias transitáveis
  • Secretário de Saúde de cidade Y diz que não há verba para consertar ambulância
  • Secretário de Saúde estadual diz que faltam recursos para um combate eficiente à dengue
  • Governador busca recursos em organismos internacionais para concluir estradas
Como é que é? Faltam recursos?

Como podem faltar, se vereadores, prefeitos, deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidente, todos aprovam aumentos em seus salários ou gratificações?

Como podem faltar recursos se ampliam-se o número de cargos comissionados para serem preenchidos pelos partidários dos governantes?

Como pode faltar dinheiro para as obras de saúde, educação e infra-estrutura se a arrecadação bate recordes ano após ano?

Da próxima vez que vierem me cobrar impostos, a vontade que tenho é de falar que eu gostaria muito de pagar, mas me faltam recursos.

13 novembro 2007

Insomnia 2

“In girum imus nocte et consumimur igni”

Essa frase latina pode ser lida de trás pra frente e tanto faz, como as noites acordado, buscando o sentido da vida e de tudo o que ocorre ou então uma forma de conseguir realizar o sonho tão longamente esperado.

Tanto faz a ordem dos pensamento à noite ou a ordem em que se lê a frase: andamos em círculos à noite e somos consumidos pelo fogo.

30 outubro 2007

Insomnia


Definitivamente tem algo que “tá” tirando meu sono.

(e não é o café...)

29 outubro 2007

O de Dante e o dos outros

Acabamos de completar 19 anos da promulgação da “Constituição Cidadã”. Aqui e acolá ouço gente maldizer a democracia, ao mesmo tempo em que nosso governantes minam as instituições democráticas para concentrar o poder em suas mãos.

O povo, ingênuo ou besta, achou que a simples assinatura da Carta Magna seria capaz de melhorar sua vida. As coisas não são assim... A democracia é um processo, um aprendizado onde povo e instituições interagem se adaptando e (tomara) aperfeiçoando.

O que são 19 ou 20 anos na história de um país? NADA! São como 19 ou 20 semanas na idade de uma pessoa. É preciso tempo para colher os frutos, é preciso vigilância e perseverança.

O povo, que esperava o milagre “por decreto”, a instantânea salvação assim que fosse assinada a Constituição, conta o tempo em segundos e acha que 20 anos são uma eternidade. Cansa-se da democracia, da obrigação de vigiar e tem-na por coisa barata.

Não percebe que aos poucos se muda o mundo (ou ao menos a pátria). Hoje, quase 20 anos após a promulgação da Constituição, começam a chegar aos postos de comando das empresas, dos tribunais e das instituições em geral as crianças de 1988. Cidadãos que não têm na formação nenhuma memória e tampouco costume das atitudes típicas da ditadura (opressão, favorecimento de uns e outros baseados em características subjetivas, etc.).

Na ditadura encontrávamos no comando pessoas que faziam o que bem queriam. De 1988 em diante, eram pessoas que faziam o correto porque eram fiscalizadas, porque se não agissem de acordo com as normas seriam punidas (mas, como primeiro precisavam ser pegas, buscavam sempre dar um jeito de burlar a fiscalização ou a norma).

Aos poucos o cenário muda para termos nas posições de chefia pessoas preocupadas em fazer o certo porque é o melhor para todos, porque se não for feito o melhor o país “vai à falência” e adeus galinha dos ovos de ouro!

No futuro, daqui a 20, 40 ou 60 anos, teremos nas posições de comando nossos filhos e netos e, talvez, eles façam o que é certo não por medo de serem pegos nem por ser o melhor para o país. Eles farão o certo porque não verão alternativa, não saberão fazer de outra forma, não conseguirão burlar ou fazer uso do “jeitinho”, suas consciências os impedirão de agir errado.

Farão o certo não por medo ou responsabilidade, mas porque fazer o certo é o certo a se fazer, sem alternativa.

24 outubro 2007

O jogo da Pollyanna

Semana passada fui comprar um livro acadêmico e enquanto esperava o vendedor procurar nas estantes, arquivos, sistemas, caixas etc. meus olhos encontraram o livro “Pollyanna”.

Seria a tão irritantezinha garota que praticamente me proíbe de reclamar de algo? Passei toda a minha infância e boa parte da juventude ouvindo alguém me mandando “fazer o jogo do contente”. Ainda hoje há quem fale isso.

Peguei o livro da estante dos livros infantis (ainda sou criança, você não?) e folheei rapidamente... Sim, era a tal, a que desejava conhecer pra entender. Seria possível alguém ser tão irritantemente otimista?

O vendedor chegou com o livro. Acrescentei Pollyanna, paguei e saí.

Descobri que Pollyanna não é chata e que o jogo do contente é ótimo. Mas há uma grande diferença entre ficar contente com qualquer situação e ficar contente em qualquer situação.

Pense nisso. Depois volto a esse assunto.

26 setembro 2007

Sobremesa diet para consciência zero

Vi uma matéria revoltante no Yahoo! Brasil Notícias (link): Sobremesa mais cara do mundo custa US$ 14.500

Transcrevo-a na íntegra:
Colombo, 25 set (EFE).- Um luxuoso hotel do Sri Lanka oferece o que, segundo seus criadores, é a sobremesa mais cara do mundo, com frutas, pão de ouro e champanhe, ao custo de US$ 14.500.

A sobremesa é um dos pratos principais do hotel "The Fortress", da cidade litorânea de Galle, um dos centros turísticos da ilha.

"O que torna a sobremesa cara é a água-marinha de 80 quilates que colocamos sob a figura de chocolate como decoração", afirmou o chef do hotel, Wije Kone.

Com o sugestivo nome "A Fortaleza do Indulgente Pescador Ancudo", a sobremesa é uma tentativa da equipe culinária do hotel de criar uma "representação simbólica" do ambiente exótico que o estabelecimento oferece a seus clientes.

O prato é uma combinação de pão de ouro e prata com cassata italiana, Irish cream, manga e champanhe como base do exótico doce, decorado com uma escultura de chocolate que representa um pescador, apoiado sobre uma estrutura que sustenta a água-marinha.

"As águas-marinhas são fornecidas pela Corporação de Pedras Preciosas do Sri Lanka", afirmou Kone, que acrescentou que o doce vem em um cilindro de calda de açúcar cristalizada.

Segundo a lenda regional, a água-marinha possui poderes relaxantes e de cura e tem efeitos positivos nas relações humanas, valores que a direção do hotel quer tornar seus.

A cor azul da pedra preciosa pretende ser reflexo do oceano, uma das principais atrações que levam os turistas a Galle, enquanto o pescador é o símbolo do hotel.

Segundo a empresa, várias pessoas mostraram seu interesse em degustar a delícia.

Agência EFE

Ah, as fotos não são da notícia, tá... Mas eram nelas que eu pensava enquanto lia a notícia.

08 setembro 2007

Velocidades

Às vezes a vida está tão corrida que não dá tempo de escrever.
Outras vezes ela está tão parada que não há o que contar.

Nossa vida está de um dos dois jeitos...
(Alesya, Aleste e Scotch)

22 agosto 2007

10 vantagens de ser amigo de uma menina

(por Leandro Simões)

  1. Poder chorar ao lado de alguém sem ser chamado de boiola.
  2. Ter uma pessoa para proibir você de comprar um presente absurdo no aniversário da sua namorada.
  3. Saber antes de todos os meninos do colégio que aquela peruinha, amiga dela, resolveu retocar o narigão e vai fazer plástica.
  4. Ganhar mais fácil a confiança das amigas dela, principalmente daquela gracinha de blusa vermelha, olhos verdes, cabelos pretos, 1,65m...
  5. Ter por perto alguém que entenda mais de moda, para resolver dúvidas que jamais seriam tiradas com o melhor amigo.
  6. Fazer inveja no irmão mais velho quando ela liga pra sua casa, já que só os marmanjos do futebol telefonam para ele.
  7. Ter alguém para defender você numa roda de amigos quando você deixa escapar que acha o Reynaldo Gianecchini bonitão.
  8. Ter alguém para quem pedir emprestado o CD dos Backstreet Boys, aquele que você tem vergonha de comprar.
  9. Fingir que ela é sua namorada numa festa, para deixar a menina de quem você está afim subindo pelas paredes - ou vai dizer que elas não preferem menino acompanhado?
  10. Deixar sempre aquele ponto de interrogação na turma: “Mas será que eles são só amigos?”
FONTE: Revista CAPRICHO - 16/julho/2000 - pg 67.

10 vantagens de ser amiga de um menino

(por Teté Ribeiro)
  1. Ter uma opinião que importa, sem nenhuma concorrência ou interesses sobre a sua roupa.
  2. Nunca ficar sem par nas festas de formatura dos amigos ou no casamento de parentes.
  3. Pedir 1 milhão de CDs emprestados e ficar meses com eles.
  4. Se sentir uma estudiosa da espécie humana quando ele pede conselhos para as coisas mais simples do mundo.
  5. Andar com ele desperta todo tipo de comentário. Depois, dá pra desmentir as fofocas conforme for conveniente.
  6. Ter um ombro largo na hora que a rede de fofocas fugir do controle.
  7. Nas fases de desespero, fazer um pacto: se até os 25 anos os dois estiverem sozinhos, se casam.
  8. Não precisar ler manual: basta comprar o aparelho eletrônico, chamar o garoto para tomar um lanche e está desvendado qualquer mistério eletrônico.
  9. Ter absoluta certeza de que os homens são todos iguais: bobos, chatos e irresistíveis.
  10. Ter absoluta certeza de que ele é diferente. Assim como o último menino que você beijou.
FONTE: Revista CAPRICHO - 16/julho/2000 - pg 67.

23 julho 2007

Empatia 2

Dia 1º de maio desse ano, escrevi um texto chamado “Empatia” no qual falava de um vídeo que depreciava as mulheres e na dificuldade que o brasileiro tem de se colocar no lugar dos outros.

Esses dias conheci a história de Natalie Gilbert, uma garota de 13 anos que foi escolhida para cantar o hino nacional americano no primeiro jogo das finais da NBA. Estádio lotado, quase 20.000 pessoas... Ela começa “Oh, say! can you see by the dawn's early light / What so proudly we hailed at the” e... DEU BRANCO!

O vídeo é lindo. É emocionante ver como o técnico do Portland Trail Blazers, Mo Cheeks, dá o suporte emocional para Natalie terminar o hino. O público, que tinha ensaiado uma vaia, termina por cantar junto e aplaudir a garota. No final, o técnico sussurra para ela “Não se preocupe, garota, todos nós temos um jogo ruim de vez em quando”. A história pode ser vista no excelente blog Caixa Preta.

Em outro blog, vi que algumas pessoas se sentem como se jamais tivessem um jogo ruim. Acreditam que conseguiram satirizar a garota? Pois veja a história aqui, num belo post que fala também de empatia. Faço minhas as palavras de Juca: “Eu não sei se estou ficando muito chato, mas não consigo ver graça no vexame alheio.”

22 julho 2007

O amor da sua vida

Aos grandes amigos se permite muitas coisas perigosas, inclusive falar coisas que podem magoar, sem que recebam alguma resposta imediata e raivosa.

_ Esse foi o amor da sua vida.

Assim um grade amigo encerrou um assunto. O primeiro impulso foi negar, a primeira vontade foi sair. Mas não era qualquer amigo que falava: era um grande amigo.

Qualquer palavra merece tanta consideração quanto damos às pessoas que as dizem. Assim, as coisas ditas por nossos familiares e pelos grandes amigos merecem toda a consideração do mundo. Passei dias com aquela frase na cabeça...

Não se tratava de negar por negar. Nem como um ato de desespero, negando um fato. Porque não era um fato, parecia uma sentença mas eu sentia que não estava obrigado a obedecer!

O grande amor da vida da gente não magoa, não fere, não trai, não inventa mentiras, não difama, não envenena... Porque o grande amor da vida da gente é, antes de tudo, amor e por isso “é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” e também porque “o amor jamais acaba” (I Cor 13:4-8).

Ora, de um lado podia ser benigno, mas do outro não era. De um lado era sofredor, do outro pouco importa. De uma parte tudo sofria, tudo cria, tudo esperava e (quase) tudo suportou, mas de outra parte era invejoso e soberbo, se vangloriava, se portava inconvenientemente e principalmente se irritava. Então não foi o grande amor da minha vida, pois de outra parte amor nunca foi.

Mas, se não foi amor o que recebi, restava a questão principal: eu já tivera o “amor da minha vida”?

Ora, que amei não nego. E engana-se quem pensa que amamos somente uma vez na vida.
Mas esse só vai ser o grande amor da minha vida se eu deixar: se eu desacreditar o amor, se eu me fechar para todas as novas experiências, se eu me tornar uma pessoa amarga.

Esse foi o grande amor da minha vida? Existe isso de “o amor de uma vida”? E, caso exista, está limitado a acontecer uma única vez?

Ora, a frase dita “esse foi o amor da sua vida” poderia até soar como uma sentença, mas somente se eu deixar que assim seja. Seria uma grande ingratidão minha com o mundo inteiro se eu deixasse que a pessoa que provavelmente menos me amou se tornasse o grande amor.

Então eu escolho que meu grande amor ainda não veio. O amor da minha vida pode ser o próximo, pode ser o outro, pode ser o seguinte. Pode ser o último (tomara que seja!). E pronto!

O grande amor da nossa vida não é uma sentença. Ele é uma escolha!

PS: E, no fundo, acho que amei mais outras pessoas antes e depois desse tal “grande amor”.

04 julho 2007

O Meu Olhar (de Alberto Caeiro)

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Recebi esse texto por e-mail de uma amiga. Embora não costume postar textos de outros autores, acho que ela tinha razão quando disse que este texto combina com o blog. Obrigada.